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DA ESCOLA PARA A MARATONA

DA ESCOLA PARA A MARATONA

Com a aproximação da aposentadoria, Elísio Vieira de Faria, 64 anos, começou a se preparar para fazer importante mudança em sua vida. Não queria dormir após um dia extenso de trabalho e acordar sem nenhum compromisso pela frente. 

O professor de língua portuguesa se tornou maratonista. 

Faria se ocupou a vida inteira com educação, na sala de aula e direção de escola. Sua rotina era puxada. Mesmo sem estar com os alunos, tinha compromissos profissionais nos períodos da manhã, tarde e noite.

Embora fosse apaixonado por corrida, não reunia tempo para transformar a paixão pelo esporte em realidade. Sem obrigação de bater ponto, surgiu a chance de fazer algo diferente, mas com a mesma empolgação e dedicação. 

Começar não foi tão difícil assim. Fazia suas caminhadas. Mas não entrou para brincar. Criou puxada rotina de treino, que ocupa quase toda a semana. Já disputou provas até em outros países, como Uruguai, Chile e Peru. 

Une ao mesmo tempo a alegria de praticar esporte ao prazer de viajar e desbravar lugares. 
- O resultado final é o que menos importa. Busco sempre a minha própria superação. Os treinos trouxeram qualidade de vida e muita saúde. Acredito que estou no caminho certo. 

O professor começou nas competições devagar. Primeiro, enfrentou competições com cinco quilômetros de distância. Depois passou para dez. Hoje é frequentador de meia-maratona, ou seja, prova de rua com 21 mil metros. 

Para Faria, a aposentadoria significou a oportunidade de escrever um capítulo diferente em sua história. 

Fonte: Raul Marques 

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